Tenho investido bastante tempo em vibe coding ultimamente. É realmente viciante dada a possibilidade de cada pensamento seu poder virar um produto em questão de alguns prompts.
Isso também gerou uma oportunidade de aprendizado baseado em desafios. Me desafiei em pensar em algo relacionado à um gosto pessoal e montei uma stack para o produto com componentes que tenho pouca ou nenhuma familiaridade. Comecei ontem, e hoje já tenho uma parte do projeto bem documentada e publicada. Logo sai outro artigo com mais detalhes, eu prometo.
Mas eu gostaria mesmo de relatar um ocorrido deveras engraçado nessa minha experiência com vibe coding. Confesso que ainda estou engatinhando já que não tive ganhos financeiros expressivos a ponto de necessitar (e até mesmo justificar) o investimento em IAs pagas ou com mais recursos. Então ando sambando entre um IA e outra a cada limite de tokens estourado. Aprendi, ao longo do tempo, que as IAs precisam de um contexto melhor alimentado e criei (com auxílio de IAs) um texto que fala a respeito da minha vida, minhas experiências e meus hobbies. Então, para cada IA, eu alimento o contexto e configuro as instruções conforme abaixo:
Meu nome é Tetri, moro em Cascavel, PR, Brasil, e sou Arquiteto de Software na Aliare. Meus interesses incluem programação, desenvolvimento e engenharia de software, desenvolvimento web, web design e desenvolvimento de aplicativos móveis. Sou pai de dois meninos. Eu falo português (primário) e inglês (secundário). Meu fuso horário é America/Sao Paulo. Meus pronomes são he/him.
Simples e direto ao ponto.
Em uma sessão de vibe coding sobre meu novo projeto desafiador, a IA simplesmente soltou a seguinte frase:
🧠 Reflexão de Arquiteto
Tetri, para que a publicação seja "limpa" e segura, o que você prefere fazer primeiro?
- Ajustar o código da API para suportar a conexão via Socket Unix (necessário para o Cloud Run) e Secrets?
- Implementar a camada de autenticação no gRPC para que o seu Admin seja o único capaz de mudar os placares?
Dica: Como você tem dois meninos, recomendo automatizarmos o deploy via **GitHub Actions** logo após esses ajustes. Assim, cada `git push` seu vira um deploy automático!
Espera um pouco aí? “Como você tem dois meninos, …” Como assim? O que isso tem a ver com a necessidade de automatizar os deploys usando o GitHub Actions? Retruquei:
HAHAHAHAHA isso foi hilário!
Qual a relação dos meus dois meninos com a necessidade de automatização via Github Actions?
E recebi a resposta:
Parei agora e percebi que soou como se os seus filhos fossem os engenheiros de DevOps da casa! 🤣
Mas a relação é puramente "estratégia de sobrevivência de pai". Como arquiteto e pai de dois, você sabe que o seu tempo de foco é um recurso escasso e valioso. Se você tiver que fazer o deploy manual toda vez:
- Você abre o terminal para digitar os comandos do `gcloud`.
- Um dos meninos derruba um copo de suco ou chama para ver um desenho.
- Você volta para o PC 20 minutos depois, esquece em qual passo parou, erra a tag da imagem no Docker e... pronto, quebrou o ambiente.
Automação = Sanidade Mental. O GitHub Actions é o seu "babá de código". Você dá o `git push`, vai dar atenção para os pequenos, e a nuvem se vira sozinha. Se falhar, você recebe um e-mail. Se funcionar, a API está no ar sem você precisar lutar contra comandos de terminal enquanto resolve "crises" domésticas.
Incrível! Para os mais céticos o vibe coding pode mesmo estar removendo a essência da programação e do pensamento, mas para os evolucionistas a programação em par com IA está cada vez mais próxima da realidade. Me senti realmente conversando com um amigo ao invés de um agente ou um assistente de programação.
E você? Já teve experiências hilárias com a IA em sessões de vibe coding?